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26
mar
09

Resenha – Player’s Handbook 2

Player's Handbook 2Após um tempinho desatualizado, deu uma grande lida no Segundo Guiia do Jogador e já deixo minha conclusão antecipadamente: excelente.

Farei uma análise do ponto de vista de um jogador e do ponto de vista de um mestre. O livro é perfeito para jogadores, mas tem muito material que enriquece as idéias de um mestre quando for preparar suas sessões, principalmente no quesito wilderness, já que o livro é recheado deste tema.

Começando pela aparência, o PHB 2 está excelentemente diagramado assim como o PHB 1 e a arte é excelente também, com verdadeiras ilustrações, principalmente as capas de cada capítulo, que inspiram tanto os jogadores quanto a mestres. O livro possui algumas imagens reaproveitadas, nada de problemático não, pois são ótimas ilustrações. O visual está no patamar do PHB 1, o que é muito bom, se comparado com algumas ilustrações dos outros suplementos, só não gostei do bárbaro, não me passa muito a idéia daquele cara furioso que parece um “bicho do mato”.

Além das ilustrações, o texto do livro está muito bem condensado, não há nem informações demais ou de menos, apenas o necessário para usufruí-lo.

Gnomos

Eles não são personagens de anime?

As “novas” raças são legais e possuem boas informações para mestres que desejam por mais carga no background de inimigos que pertecerem a estas raças. Mais uma vez tudo ficou igualmente equilibrado, tanto entre si quando as outras raças do PHB 1, mesmo parecendo que estão um pouco mais fracas, principalmente os shifters, mas é apenas um engano. Devas tiveram seu background e conceito radicalmente alterado, ao invés de simplesmente descendentes de meio-celestiais, são definitivamente seres celestiais completos, apenas reencarnados como mortais para completar algum objetivo aos deuses. Apesar da pouca carga histórica, como um DM, achei bacana o fato de poder explorar algumas idéias para campanhas. Outro na qual  foi completamente repensado é o meio-orc, que agora não precisa necessariamente ser filho de um estrupo, mas pode muito bem ser descendentes de uma raça que se originou após a batalha famosa de Corellon com Gruumsh, ótimas idéias para o mestre. No caso dos jogadores, todas as raças são interessantes e legais de se jogar, principalmente caso use as classes do livro. Apenas achei muito estranho os gnomos possuirem o penteado igual em todos os indivíduos…

Os racial paragon paths ficaram muito legais, não tem idéia de qual caminho exemplar escolher? escolha um exemplar racial! mas certifique-se de que seu personagem siga veemente os aspectos tradicionais de sua raça. Cada caminho representa muito bem como seria um verdadeiro exemplar de sua raça, apenas alguns são menos interessantes, como o do meio-orc, mas há outros bem legais, como o do deva por exemplo. Eu pessoalmente adorei o do halfling, me deu até vontade de criar um haflling guerreiro. Só para ilustrar alguns, os devas exemplares podem conjurar os aspectos de suas vidas passadas para lhe ajudar nos combates, os draconatos ganham asas e podem voar, os tieflings viraram verdadeiros poços de dano, sempre arranjando uma maneira de dstroçar seus inimigos com as chamas infernais de seu pacto ancestral e ainda controlar a mente de um e fazer ele atacar seus aliados!

Eu poderia demorar tempo demais se falar de cada classe em questão, então apenas um resumo. Adorei cada classe do livro. Uma coisa é fácil perceber, os Magos da Costa resolveram deixar de mão a idéia de fazer cada passo equilibrado demais, o que deixa tudo muito parecido. As classes estão equilibradas entre si e as classes do primeiro livro, mas estão com um estilo de jogo completamente diferente. Enquanto os 3 agressores do PHB 1 tinham suas características de causar dano com apenas algumas pequenas alterações, os 3 presentes neste livro são completamente diferentes.

Enquanto o avenger escolhe entre causar mais dano se o inimigo se distanciar ou quantos mais inimigos lhe acertar, o bárbaro usa sua fúria e aprimora seus poderes, além de quando derrubar um inimigo, ganha pvs temporários; e por fim o feiticeiro se escolher Dragon Magic adiciona seu mod de Força em seu dano, além de outras vantagens, ou caso use o Wild Magic, toda vez que rolar um ataque, se for número par, ganha +1 na CA, se for ímpar pode fazer um teste de resistência, claro ainda tem outras vantagens.Isso tudo é apenas o mínimo de mudança no estilo de jogo, todas as classes são igualmente interessantes e diferentes, mas não se preocupe que todas igualmente funcionam de acordo com seu papel assim como as do PHB 1.

Para os amantes de jogar com um bardo, a notícia boa é que ele agora realmente faz a diferença e está muito legal, apesar de curar pouco, seus poderes são muito interessantes. Para os jogadores drúidicos, ele basicamente foi dividido nas classes Warden, Shaman e Druid, o que ficou muito legal, uma vez que cada classe ficou muito interessante de se jogar. O warden invoca os aspectos da natureza em seu corpo, tornando se mortal; o shaman possui um espírito animal presente o tempo todo; e o druida pode virar um verdadeiro inferno para seus inimigos se optar por se basear inteiramente em sua forma animal, nota que ele é a unica classe com mais poderes sem limite.

Verdant Lord

Eu sou... o BrócolisMan!

Os caminhos exemplares são muito legais também e temos alguns clássicos como o bárbaro frenético, o guerreiro urso e o war chanter. O caminho exemplar mais estranho é o verdant lord, pelo menos para mim. Os destinos épicos também são bem interessantes, meus favoritos são o Fatesinger e o Harbinger of Doom.

No capítulo Character Options o conteúdo presente em Background é muito interessante para jogadores novatos, assim como pode servir de fonte de inspiração tanto para jogadores mais veteranos quanto a mestres quando precisarem criar um npc que possua mais profundidade, ou simplesmente usar para quando precisar revelar um pouco da história do NPC. No livro é dito que é recomendável o mestre dar ao jogador um bônus de +2 em alguma perícia relacionado com o background, o que é legal, mas se comparado com os benefícios regionais de Forgotten Realms, é bem mais fraco. Poderia ter uma sugestão de como dar outros benefícios.

Os talentos ficaram bem legais e bem dosados, nada de algo “overpower” se compararmos com o PHB 1, diferente do Martial Power. O que me chamou muito mais atenção foi que eles separaram em tabelas todos os talentos relacionados a classes, o que facilita muito na hora de procurá-los, diferentemente do primeiro livro.

Temos mais equipamentos presentes neste livro, mas apenas aqueles voltados para as classes deste livro (instrumentos musicais e totens). Tem mais equipamentos mágicos disponíveis, o que sempre é bem vindo. DMs, preparem-se para mais listas de equipamentos que seus jogadores vão querer.

Também há novos rituais e algumas dicas de como fazer livros de rituais alternativos, como por exemplo: escrever seus rituais em estatuetas ao invés do convencional livro, mas não muda nada em termos de regras. A maioria dos rituais presentes são apenas usáveis por bardos. Diferente de antes, a quantidade de rituais é menor e vão do 1º nível até ao 14º nível.

O último conteúdo do livro foi o que na primeira vez que botei os olhos, como mestre, me deu um frio no estômago: Rules Updates. A sensação logo se dissipou quando percebi que foram pouquíssimas alterações, diferente dos updates dos livros básicos. Apenas foram acrescentadas e revisadas algumas regras, como Summoning, palavra-chave Rage e novas regras para Stealth (furtividade).

Shaman

Pókebola... er, ataque-os, Teddy!

O Manual do Jogador 2 é uma bem-vinda adição a nosso hobby. Contém tudo exclusivamente para jogadores, mas também vale a pena mestres adquirirem. Não apenas por causa da atualização das regras ou das raças como comentado, mas também por que cada poder ou talento pode servir como ótima inspiração quando for usar seus vilões e criar monstros novos para seus jogos. Simplesmente pegando um poder de um vingador e adaptá-lo para seu NPC pode ser muito divertido, principalmente ver a expressão de surpresa no rosto dos Pjs quando eles verem que seu inimigo também pode fazer algo similar ao que eles podem. O livro bem que poderia possuir mais “fluff”, como algumas sugestões ou informações sobre as ordens de cada divindade (mesmo se fossem as do PHB 1) para avengers e invokers se basearem ou até participarem após a criação de seus personagens. Ademais, o livro vale a pena cada centavo gasto.

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